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Cidade Branca - Belém - Pará - Brasil

08/05/2011 06:57

 Cidade Branca

 

Minha cidade,
cidade linda,
Toda molhada,
à me inspirar.

Nossas mangueiras,
minhas goteiras,
cantando juntas,
à gotejar.

Ruas lavadas,
Velhas calçadas,
vielas nuas,
à empapar.

Casinhas velhas,
Tantas janelas,
Vidas inteiras,
Para lembrar.

Telhas molhadas,
Lisas escadas,
Nossos Canais,
à alagar.

São tantas coisas,
e pessoas tão loucas,
Que é impossível,
enumerar.

E essa chuva da tarde,
nossas casas invade,
e ninguém parece,
se importar.

És tão bonita,
Belém querida,
Porque insistem,
Em te judiar?
 
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Poema original: Guilherme Castelo.



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Desafio Maior

08/05/2011 06:29

Desafio Maior

 

 

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Folha em branco. Uma tentação. Como a me insitar. Como a me dizer: "Eu te desafio!" e afio minha espada para a peleja. Cereja no Gin Freeze, fiz, e farei outra vez. Talvez, por ser humano, talvez por não saber. Não saber a verdade, a pergunta, a mentira. E quem tira a teima, teima que é verdade; Na ansiedade de convencer, vencer os limites da página, das linhas, e do branco.


Mas se firo o papel ao escrever, essa criatura também me muda. Muda que fala, fala com quem lê, e com quem escreve, o próprio destino. Criatura-filho, que leva pedaços de mim, e só dói quando eu rio. Rio. Amazônas, Xingú, Branco ou Negro. Suas ruas cortam meu simplório peito brasileiro. E o cheiro dessa terra nos acompanha na memória, na história dessa gente; Filho, mãe, pátria. Amada, de chuteiras, descalça. Calça, que já não cobre a vergonha de quem deveria governar, ao invés de mandar nosso ouro para o Velho Mundo. E o fundo social continua mal, tal e qual no último natal, e antes.

Daí eu me pergunto: De que valem as meras palavras? pra que servem esses meus furiosos rabiscos? E eu mesmo respondo: Se você, ao ler, parar ao menos por dez segundos para pensar no seu papel nesse cenário, e avaliar as enormes possibilidades que você tem de criar e produzir beleza, já terá valido a pena. O desafio do papel terá sido vencido, e a Criatura-Texto novamente caminhará sobre a Terra.
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Texto original: Guilherme Castelo.



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Só um dia ruim

08/05/2011 06:19

 

Só um dia Ruim

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A inquietude das horas sem fim,

Enfim,
Recai sobre mim.

Me pego pensando no tempo,
passando por mim.
Me pego querendo mais tempo,
pre mudar o fim.

Outro dia passou; Virá outro,
Outrossim,
O mesmo rio será outro,
se passar por mim.

Por crer nessa constância,
é que penso assim.
Volto então a ser criança,
Dia não, dia sim.

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Original: Guilherme Castelo

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Diáspora Natural

08/05/2011 05:53

Diáspora Natural

[Pela+Estrada+Fora+Erik+Reis.jpg] 

Onde estão as pessoas mais importantes da minha vida? Pra onde foram? Quer dizer, se pudéssemos tirar um instantâneo (Polaroid) de qualquer momento do passado, perceberíamos que naquele momento, entre outras coisas que tínhamos, havia pessoas que nós considerávamos "as mais importantes do mundo". Onde elas estão? Mas o que é realmente assustador é que você pode retroceder ou avançar no passado, sempre encontrará outros grupos (sim, grupos!) de pessoas importantíssimas. Mas.. Até quando o foram?


Uma coisa que sempre me intriga na vida é o fato de as pessoas sempre encararem o seu momento atual como uma muito provável realidade futura. Certa, quase inquestionável. Mas nossa experiÊncia de vida (por menor que seja) já nos ensinou que não é assim, não é mesmo? Se refizermos nossos passos, certamente iremos sorrir em alguns momentos, e perder o olhar no horizonte em outros. Mas a questão é que já estivemos pior e melhor antes, de uma forma ou de outra.

Já tivemos grandes amigos e alguns amores; Já estivemos totalmente sós. E não importa como estejamos agora, passaremos por tudo isso de novo. E de novo.

Mas as pessoas realmente importantes ficarão guardadas na memória, ou no coração.

Algumas lembranças são quentes como um abraço, como um afago; Outras são frias como despedidas difíceis. Entretanto, nenhuma pode ser alterada, descartada, ou simplesmente ignorada, por estar ali, registrada na história de nossas vidas. E essas pessoas estão todas lá, numa ilha chamada Saudade. E suas histórias, às vezes, se confundem com a nossa, e devem ser contadas junto portanto, por serem comum a ambos.

E o futuro, é um túnel escuro, com luzes que se acendem à nossa passagem, nos conduzindo através da vida, ao encontro de outras páginas ainda em branco e de outras pessoas, que um dia, também habitarão em nossa pequena ilha.

(Uma última questão: Porque deixamos para perceber o valor e a importância de algumas pessoas ao nosso redor só quando já estão além do alcançe das palavras? Quanto custa dizer: EU TE AMO, enquanto pode fazer toda a diferença do mundo?)

Bom, só me resta dizer que amei, amo e amarei todas as pessosa importantes do MEU MUNDO, e espero, realmente, também poder um dia, afagar suas memórias.

À memória dos que se foram....
 
 
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Texto Original: Guilherme Castelo.



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Mãos...

08/05/2011 05:45

Mãos...

 

 

Minhas mãos. Tentáculos da mente. O que seria de mim, sem vocês? mãos que fazem música, fazem arte, fazem poesia e prosa. Mãos que fazem sinais, que fazem carinho, carícias, amor. Mãos que caminham, mãos que tateiam (com aranhas, de teia em teia), e ateiam fogo no mundo. Mãos que se aproximam em um cumprimento, que se despedem com um aceno.

Mãos... Mão-amiga, mão nervosa, mão boba... Tantas mãos nos conectando ao mundo e nem percebemos. O primeiro contato entre as pessoas é quase que invariavelmente com as mãos. Provavelmente, a primeira coisa que vemos são as mãos do Doutor-Cegonha, ao nascermos. Quem suplica pela vida, geralmente, junta as mãos.

E elas falam! Falam sem parar. Nossa forma mais primitiva de comunicação funcionando a partir do nosso subconsciente. A questão é mais de, o quanto nós entendemos o que as mãos alheias dizem. Mas elas não param de tagarelar...

Estar "em boas mãos" será mesmo um bom negócio? Qual é mesmo o significado de "Dar as mãos"? Mãos que govenam o mundo com tinta de caneta. E as mãos esquálidas de fome, se estendem em vão. As mãos dos oprimidos suplicam por paz.

E enquanto isso, em algum lugar incógnito, as rédeas do mundo, mudam de mãos...

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Texto Original: Guilherme Castelo



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Essas coisas...

08/05/2011 05:33

Essas coisas...

 


Coisas chatas, cotidianas
Porquê não me esquecem por uma semana?
Coisas feias que eu vejo,
Fedem, que nem percevejo.

Coisas sempre tão complicadas,
quase sempre levam a nada.
Porquê tanto falatório?
Isso só pode ser compulsório...

Falta clareza e objetividade
Falta calor, falta verdade.
Devemos partir de um ponto fixo,
SÓ NÃO PRECISA SER TÃO PROLIXO!

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Original: Guilherme Castelo



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La Solitudine nel cuori

08/05/2011 05:26

 

La Solitudine nel cuori

 

Quase posso tocar o silêncio,
quase posso tocar a minha solidão
quase posso ver, me espreitando no escuro,
o monstro da depressão.

Se fujo encontro um muro,
se fujo não me sinto seguro,
só fujo buscando evasão
desta maldita solidão.

Mas fico e encaro a verdade,
fico e absorvo a saudade,
fico buscando um escape,
na imaginação.

Que seja evasão ou catarse,
que seja coragem ou não,
escrevo a verdade que arde,
me queimando o coração.


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Original: Guilherme Castelo

 



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O país onde moro

07/05/2011 21:43

O país onde moro

 

 

Puta merda! A gente se ferrou de novo! Digo a gente do ponto de vista do oprimido, irmão meu, sangue do meu sangue, sangue brasileiro. Todos nós estamos entre os fogos cruzados, de todos os tipos.

“Mas se ergues da justiça a clava forte,

Verás que o filho teu não foge à luta,

Nem teme quem de adora à própria morte.

Terra adorada, entre outras mil és tu Brasil, ó pátria amada,

Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil.”

Bonito, não é? Também me arrepio, sou brasileiro! Mas... Experimente cantar com a barriga doendo, fazendo dupla com a fome. “– Vai procurar trabalho!” precisa de estudos (como? Onde?) e ter saúde, mas desse jeito? Ferrou de vez... Estamos patrocinando especializações, mestrados e doutorados em corrupção, tramóias e afins. E como eles aprendem rápido no planalto central!

Daí os fundos, no fundo, estão à amostra. A saúde vira suruba, e mesmo relaxando, não dá pra gozar. Nós não, pelo menos. O cara morreu, a TV mostrou, todo mundo viu. E aí? A morte deve estar de férias por aqui. Mas pra não perder o costume...

- mãe, to sentindo um zunido no ouvido...

- abaixa aí moleque! Quer encontrar uma bala perdida?

Perdidos estamos nós, as balas é que nos acham. Cadê as criancinhas? Traficadas como bichos, ou menos. É carro-bomba, homem-bomba, e essas bombas só explodem na gente.

“Colapso na saúde”, “crise aérea”, “problemas na agricultura”, “quebra de decoro parlamentar”. Estamos ampliando a língua, criando novos hábitos idiomáticos, fazendo escola, ou melhor, não fazendo escolas! E o povo continua totalmente analfabeto quanto à essa língua, tão atual e recorrente, o safadez!

E todos falam fluentemente: traficantes e senadores, polícia e bandidos, homicida e juíza. Claro, todos aprenderam na mesma escola. Escola essa, aliás, também freqüentada pelos seus filhos, que se reúnem à noite, para espancar empregadas.

 

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Ps.: Eu sei que todos os fatos citados no texto já são história antiga (como qualquer crime com mais de um mês, no Brail), mas gostei do texto e o achei pertinente na época. A bem da verdade, mesmo agora, é só mudar os exemplos a ainda fará sentido. Infelizmente.

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Original: Guilherme Castelo

 

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Sentidos

07/05/2011 21:39

 

Sentidos

 

Dividido. Indeciso. Impreciso.
Olho ao redor,
à procura dela.

Um silêncio, uma inércia, uma ausência.
Escuto ao redor,
à procura dela.

Insensível. Intocável. Intangível.
Tateio ao redor,
à procura dela.

Seu perfume, o mesmo cheiro, passageiro...
Cheiro ao redor,
à procura dela.

Sem sentido, sem aviso, sem juízo,
Provo ao redor,
à procura dela.

E se não a encontro, sem nenhum sentido, coração partido,
corro ao redor,
à procura dela.

Mas se ela chega, me toma os sentidos, corações bandidos,
Batem como um só,
Em união sincera.
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Original: Guilherme Castelo



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Detalhes Dela

07/05/2011 21:35

 

Detalhes Dela

 


Nas linhas do teu corpo esguio,
descobri um dia,
o prazer que havia
além do meu mundo pueril.

Nas curvas do teu corpo macio,
passei dias e dias,
ouvindo o que dizias,
entre os sussuros do cio.

Nos poros do teu corpo ardente,
conheci o infinito,
muito mais bonito,
do que é realmente.

Nos teus olhos castanhos,
descobri assim,
que havia em mim,
sentimentos estranhos...

Na beleza do teu rosto eu vejo,
tanta vida ainda,
uma menina linda,
um suspeito anjo.

Pro futuro, tudo o que desejo,
é de sua boca linda,
quando no fim da vida,
me despedir com um beijo.

__________________________
Original: Guilherme Castelo



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Desejo um amor assim...

07/05/2011 21:28
  Desejo um amor assim...     A intenção desse pequeno texto é falar de AMOR. De muitas formas, de vários tipos, com muitas caras. Amor desmedido, amor sem-vergonha, amor eterno, amor bandido. Todos os amores que sentimos ao longo da vida, e, aquele que sabemos ser o maior,...

Através da Vida

07/05/2011 21:09
Através da Vida Como é complicada essa vida... minha infância perdida, não sei nem o porquê. Tanta coisa esquecida, tanta estrada comprida, tanto ser ou não ser... Fiz escolhas trocadas, fui por estradas erradas e temi me perder. Também houve acertadas, já dei muitas risadas, já rugi...

A quem interessar possa:

07/05/2011 17:00
 Quando vocês lerem isto eu já estarei morto, ou quase. Sei que é uma expressão batida, mas, fazer o quê? Sou antiquado. Queria que vocês soubessem um pouco da minha história, e o porquê desta carta. Há muitos e muitos anós atrás, eu era saudável e feliz. Era belo. Milhares de flores...

Boa Tarde, MUNDO!

07/05/2011 16:20
    É com grande alegria (e até um certo espanto), que estou abrindo essa janela. Uma janela do meu mundo, o Mundo das Letras. Esse é o nome do lugar onde minhas idéias, poesias, reflexões e paixões "virtualmente" acontecem já há quatros anos no Brasil.     Pesquisando...
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